segunda-feira, 25 de abril de 2011

.sempre ela

.acho esse texto muito, muito bonito... rita apoena me encanta.


"Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas."

.

terça-feira, 12 de abril de 2011

.parece não ter sentido*...

definitivamente não acredito em coincidências. as coisas são como devem ser. as pessoas não dão ponto sem nó [exceto os distraídos]. calvin estava certo ao dizer que vida fica bem mais fácil se você mantiver as expectativas de todo mundo baixas. previsibilidade me dá sono. surpresas me agradam. educação decente poucos tem. certas coisas vem de berço. e cada um tem o que merece, cava sua própria cova ou constrói os degraus de sua escada. mas nem sempre é fácil fazer escolhas ou, melhor ainda, aceitar suas consequências. há um preço a se pagar.

[... *mas tem.]


.

terça-feira, 29 de março de 2011

.o cinza



[nada anda tão preto no branco, nem mesmo esses dias.]
- belos dias, aliás.

.

sábado, 5 de março de 2011

.de pernas pro ar [2]

.se alice voltasse

"Há cento e trinta anos, depois de visitar o País das Maravilhas, Alice entrou num espelho para descobrir o mundo ao avesso. Se Alice renascesse em nossos dias, não precisaria atravessar nenhum espelho: bastaria que chegasse à janela."
.



"No século XXI, o mundo ao avesso está à vista de todos; o mundo tal qual é, com a esquerda na direita, o umbigo nas costas e a cabeça nos pés."

.

."de pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso", do eduardo galeano: here, in my arms... in my hands. :)
ando encantada pelos escritos desse autor.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

.de pernas pro ar


.minhas andanças em livrarias nos últimos dias me deixaram cheia de vontades. ando com pouco tempo para leituras aleatórias, porque meus estudos e trabalho ocupam a maior parte do tempo [e não abro mão de dormir, nem pensar!]. mas já estão na lista alguns livros que vou ter que dar um jeito de comprar...
.
semana passada encontrei na livraria cultura, do bourbon em porto alegre, quatro livros em espanhol que muito me interessaram: "los tres mosqueteros", "el mago de oz", "alicia en el país de las maravillas" [já li, mas quero ver esta versão!] e uma coletânea linda do neruda, que agora não recordo o nome ao certo... fora uma coleção maravilhosa de tirinhas do snoopy, divididas por ano... desde o início, em 1950 [mas quase saí depressiva depois de ver o preço dela...].

.
e ontem vi na saraiva, aqui em caxias, outro livro, do eduardo galeano, que me deixou bem curiosa: "de pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso". tive uma impressão muito boa dele [e.g.] lendo "o livro dos abraços", do qual retirei vários trechos para postar aqui no blog, e esse também me pareceu bastante interessante [dei uma lida bem rápida]. seguem uns trechinhos que podem explicar o por quê...



“Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.”

.

“
Num mundo que prefere a segurança à justiça, há cada vez mais gente que aplaude o sacrifício da justiça no altar da segurança. Nas ruas das cidades são celebradas as cerimônias. Cada vez que um delinquente cai varado de balas, a sociedade sente um alívio na doença que a atormenta. A morte de cada malvivente surte efeitos farmacêuticos sobre os bem-viventes. A palavra farmácia vem de phármakos, o nome que os gregos davam às vítimas humanas nos sacrifícios oferecidos aos deuses nos tempos de crise.”


.

ps: 2 centenas de seguidores hoje! e eu que sempre fiz isso aqui por diversão/distração mesmo... o.O

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

.compêndio [de aleatoriedades]


.certos dias me cansam muito. e, quanto mais eu me canso, menos vontade tenho de postar qualquer coisa aqui. daí aparece a cris e diz que tem saudade da leveza com que vejo a vida [e eu também procuro por onde perdi isso]. e depois novos seguidores começam a pipocar do nada. e então eu volto. aos poucos, mas volto.

.não sei se sou eu que me consumo, ou a vida que me consome. tem dias que a gente nada contra a maré sem limites. que estupidez. eu não precisava ser tão mula às vezes. nem querer ser a salvadora de tudo e todos. preciso aprender a viver apenas minha vida; vou deixar os problemas alheios a quem os pertence. coisa séria. mania de querer resolver o que não está a meu alcance. acabo me perdendo de mim mesma... e isso definitivamente não agrega nada.


*

mário quintana fala por mim:


"Dos nossos males

A nós bastem nossos próprios ais,

Que a ninguém sua cruz é pequenina.

Por pior que seja a situação da China,

Os nossos calos doem muito mais...
"

.

"A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,

Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.

Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...

Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
"

.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

.free hugs

.achei linda a tirinha!


[enriqueta e fellini- por liniers.]

.