sábado, 17 de abril de 2010

.analisando metaforicamente


.as chaves que abrem a prisão são as mesmas que a fecham. a diferença está apenas no lado para o qual nós as giramos. - questão de escolha. e às vezes de coragem.


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.porque é o que cabe aqui:


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segunda-feira, 12 de abril de 2010

.para minhas poucas palavras...

.uma imagem:


.e uma música [linda demais... regravação do the corrs para little wing, do jimi hendrix]:



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[ando um pouco ausente, mas são apenas uns dias... o tempo anda curto demais. e a cabeça, cheia. assim que possível visito todo mundo. ;)]

domingo, 4 de abril de 2010

.desencontros

[sei que quem passa aqui pelo blog não costuma ler meus posts maiores, prefere uma certa brevidade... mas acho que vale a pena dedicar uns cinco minutinhos... nessa crônica, o autor se refere a pessoas com idade entre 35 e 50 anos, mas serve também para nós, que somos 'discretamente' mais novos que isso...]

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"Eles querem, elas querem, mas o encontro não acontece."


"Você pode realizar bons estudos sociológicos frequentando bares, botecos e afins. É lá que costumam se reunir grupos de homens e mulheres, buscando se divertir. Separadamente. O jogo de sedução, felizmente, corre solto. Mas há algo de errado nessa história. Tenho amigos que, apesar de saírem muito à noite, continuam reclamando da solidão.

Como traduzir isso? Parece que a festa termina quando a porta desses estabelecimentos fecha. O máximo a que se sentem autorizados é fazer parcerias provisórias. Que podem se estender até a manhã seguinte, mas não muito além disso. Estou falando de pessoas entre trinta e cinco e cinquenta anos, média de idade que se encaixa nesse perfil. O fato é que, apesar de toda a liberdade conquistada, ainda há muitos entraves dificultando o caminho.

Mulheres buscam companheiros que as ouçam, que guardem algum resquício de sensibilidade, aliado a uma boa dose de testosterona. Para elas, a idade desses eventuais futuros namorados não tem muita importância. Seu olhar está menos atrelado à rigidez muscular e mais a um desejo de partilhar o cotidiano - coisas bem simples, como uma ida ao cinema, ao supermercado, jantar num restaurante. Filhos já não são uma premissa básica para que fiquem juntos. A perspectiva muda com o passar do tempo e os valores adquirem nova configuração.

Homens são mais predadores, sucumbem diante da beleza física, transformando o caráter e a personalidade da eventual presa em algo muitas vezes secundário. Entre risos de viés e pequenas investidas que demandam uma certa capacidade de aceitar a rejeição, seguem cumprindo um papel que lhes foi destinado desde sempre. Muitas vezes essa aproximação é feita mais de equívocos do que de acertos. O medo de iniciar um vínculo mais profundo os afasta de mulheres que se posicionam com segurança em relação ao que querem. Dividir poder ainda assusta, quando nos acostumamos a dar a palavra final em quase tudo.

Eles querem, elas querem, mas o encontro não acontece. Se acontece, é meramente físico, tendo alguns desdobramentos nem sempre felizes. Ou seja, todos empenhados em viver aos pares, mas amargando tantas frustrações que acabam se sentindo com o prazo de validade já vencido. Quem está fugindo de quem? Como no excelente filme Corra, Lola, Corra, passam a maior parte do tempo em estado de angústia, atravessando todo tipo de obstáculo sem perceber que o final feliz pode depender de um pequeno gesto, um caminho diferente que se tome. A ousadia de parar e reconhecer quem nos interessa ou quem devemos descartar. É reconfortante constatar que o universo social tem facilitado consideravelmente as aproximações. Talvez pequenos ajustes pudessem evitar uma boa dose de tortura emocional. Ainda é possível encontrar seres que habitam o mesmo planeta que nós. Menos taquicardia, menos voracidade ao virar o pescoço feito um periscópio. Não é fácil, claro, quando percebemos que o relógio biológico pode se transformar num inimigo. A velha dualidade sempre existirá, mas quando ela se converte numa arma só aumenta a tristeza que tem recoberto de sombras o olhar de tantos.

Que a noite seja mais do que um duelo. Seja o reconhecimento de que a fome é a mesma para todos os que buscam."


.gilmar marcílio [texto retirado do jornal pioneiro deste fim de semana - às vezes ele traz alguma coisa boa pra gente ler...].

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terça-feira, 30 de março de 2010

.é bom e eu gosto...

[...e quem não gosta??? pena ele ser às vezes tão raro...]

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.porque hoje é aniversário dele [e também porque muito me agrada]:




"
What will you do when you get lonely

and nobody´s waiting by your side?
You've been running and hiding much too long
You know it's just your foolish pride.

[...]

Make the best of the situation
Before I finally go insane
Please don't say we'll never find a way
Or tell me all my love's in vain."
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sábado, 27 de março de 2010

.conceituando


contemplação
con.tem.pla.ção
sf (lat contemplatione) 1 Ação de contemplar. 2 Meditação profunda e embevecida. 3 Teol Fase da meditação em que a pessoa se eleva ao nível do objeto contemplado, Deus. 4 Teol Estado místico da alma que se concentra em Deus e se mantém em completa receptividade em relação a Ele, desprendendo-se de tudo quanto a rodeia. 5 Atenção, benevolência, consideração, deferência.

embevecer
em.be.ve.cer
vtd 1 Enlevar; cativar. vpr 2 Ficar arrebatado, extasiado; enlevar-se.

extasiar
ex.ta.si.ar
vtd 1 Pôr em êxtase, tornar extático. vtd 2 Arroubar, encantar: Extasiava-o a beleza. vpr 3 Cair em êxtase, ficar absorto, enlevado, maravilhado na contemplação de alguma coisa. vtd e vpr 4 Espasmar, tornar extático. vtd 5 Alongar em êxtase: Extasiei o olhar pelo panorama grandioso.

absorto
ab.sor.to
adj (lat absorptu) 1 V absorvido, acepção. 2 Arrebatado, embevecido, extasiado. sm pl Arrebatamentos, êxtases, vôos da alma.


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[21:11 - hoje sem música e participando da hora do planeta - oi, eu sou uma ecochata. só não desliguei o computador porque senão ia dormir mais um monte...]

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sexta-feira, 26 de março de 2010

.pelo que vale a pena

.concordo em absoluto. tanta gente só quer ganhar, ganhar, ganhar... mas não para [sem acento, caiu!] para usufruir nada. um desperdício isso...



[já me perguntaram de onde tiro as imagens aqui do blog. então hoje deixo os devidos créditos: essa tirinha é do liniers [um cartunista argentino ótimo!]. recomendo olhar o site. muito bonitinho, bem diferente. e tem várias outras tirinhas...]

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.porque gosto muito:


domingo, 21 de março de 2010

.para o outono

[uma das estações mais lindas do ano. mas a minha preferida ainda continua sendo o inverno...]

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"Te recuerdo como eras en el último otoño.
Eras la boina gris y el corazón en calma.
En tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo.
Y las hojas caían en el agua de tu alma.

Apegada a mis brazos como una enredadera,
las hojas recogían tu voz lenta y en calma.
Hoguera de estupor en que mi sed ardía.
Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma.


Siento viajar tus ojos y es distante el otoño:
boina gris, voz de pájaro y corazón de casa hacia donde emigraban
mis profundos anhelos
y caían mis besos alegres como brasas.

Cielo desde un navío. Campo desde los cerros.
Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en calma!
Más allá de tus ojos ardían los crepúsculos.
Hojas secas de otoño giraban en tu alma."

.pablo neruda
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[e caem as folhas...]

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.pela nostalgia que me traz: