quinta-feira, 14 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

.um desses sempre cai bem...

[Poema retirado do lindo "Veinte poemas de amor y una canción desesperada" - Pablo Neruda. Aliás, podem me dar um desses no meu aniversário - ainda tá um pouco longe, eu sei -, que não vou ficar triste!!! =D]
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Poema 1
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Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia!
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistirá en tu gracia.
Mi sed, mi ansia sin limite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008

.através do espelho

["roubei" esse livro há uns dias porque o resumo me chamou atenção, e comecei a ler ontem... parece bem interessante. e é do Jostein Gaarder, o mesmo autor de "O mundo de Sofia".]
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.da contracapa do livro:
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"Esta é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Ali ela escreveu, por exemplo: "Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos."
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Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte - e por isso é também um mergulho na vida. Ela morre como quem viaja, prestando atenção em tudo. Através de seu olhar profundo, o outro lado do espelho se torna um pouco mais claro para nós."
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

.para animar a segunda

toda segunda-feira me dá uma preguiça homérica de postar qualquer coisa aqui. e a correria do dia também não colabora muito.
então, deixo mais uma tirinha do garfield por hoje...

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

.opostos

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Tu e Eu
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Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
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Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu,fão.
Eu,fônico.
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És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu,piniquim.
Eu,ropeu.
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Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu,multo.
Eu,carístico.
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És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu,cano.
Eu,clidiano.
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Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu,tano.
Eu,femismo.
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[lfv]
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

.música ao longe [2]

"Eu quisera ter uma rede mágica para apanhar todas as estrelas das alturas e fazer com elas um diadema para tua cabeça. O céu noturno ficaria despovoado e escuro, mas haveria um fulgor sem fim na noite de teus cabelos..."
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[novamente do poeta preferido da Clarissa]
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Estou chegando ao fim do livro, e lendo cada vez mais devagar... porque queria que ele não acabasse nunca. História bem romântica, sem ser água com açúcar. Reviravoltas, nem tudo é o que parece ser... o primo Vasco [vulgo Gato-do-Mato], não é tão ruim quanto se pensa... De todo jeito, a Clarissa continua encrencada.
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Escolhi mais um trechinho do diário dela para hoje:
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"Não sei o que é que tenho, ando contente e triste ao mesmo tempo. No colégio e aqui em casa mesmo todos já notaram que estou mudada. Não sinto mais vontade de ler como sentia antes e faz muitos dias que não abro um livro.
O mais engraçado é que de vez em quando fico muito contente e tenho vontade de cantar e de ser boa com todos. Não sei o que é isto. Acho que é uma doença que, mais dia menos dia, vai passar.
(...)
Por falar em Vasco, faz muitos dias que eu não vejo ele. Cada vez compreendo menos Gato-do-Mato.
A última vez que nos encontramos eu estava lendo um livro de versos. Ele veio e disse, com aquele jeito estabanado, que os poetas são muito bobos. Perguntei por quê. Vasco respondeu que o que é bonito não é um verso de amor mas sim o amor em si. O amor nos livros e nos poemas é muito ridículo para quem lê e não está amando. Mas o amor em si é a coisa mais bela do mundo. Disse também que só quem não pode amar é que escreve versos de amor. Fiquei pensando naquilo e achei que primo Vasco tinha um pouco de razão. Será por isso que não tenho lido mais?
Depois Gato-do-Mato começou a falar noutras coisas. Perguntou: Que é que você prefere? Ler a descrição duma paisagem muito bonita ou ver a paisagem de verdade? Eu disse que naturalmente preferia ver a paisagem de verdade. Então Vasco perguntou: Você prefere ler um livro de amor ou viver uma história de amor? Não sei por que embatuquei e fiquei vermelha quando ele me perguntou isso. Mas respondi que preferia viver uma história de amor. Então Vasco desandou a falar nos poetas, nos romancistas e disse um mundo de histórias que não me lembro mais.
Às vezes fico pensando... Será que essas idéias são mesmo do primo Vasco? Ou serão dos livros que ele lê?
(...)
Estou vendo que penso demais em Vasco. Eu não queria pensar tanto."
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

.na correria da segunda

Fiz uma pausa no meu livro, mas ainda vou postar mais uns trechos aqui, porque vale a pena...
é que dei de cara com uma frase muito boa hoje:


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade."


[dizia que era do drummond, mas não sei não... simples, óbvia, mas acho que é por aí mesmo.]
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