sexta-feira, 5 de setembro de 2008

.sensibilidade demais

[martha medeiros]

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"Na hora de listar as qualidades que a gente quer encontrar nas pessoas com quem iremos nos relacionar vida afora, está lá a indefectível "sensibilidade". A gente quer que o patrão seja sensível e não um grosso. A gente quer que nossa amiga seja sensível e não um trator. A gente quer - e como quer! - que nosso namorado seja sensível e não um machista brucutu.
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Encontrar sensibilidade nos outros é meio-caminho andado para o entendimento. E sermos, nós mesmos, sensíveis, também é um filtro bem-vindo, é a sensibilidade que permite nossa comoção diante de um quadro, de uma música, de um amor que nos arrebata ou de uma perda irreversível. Mas admito que sinto uma certa inveja daquelas pessoas que são sensíveis mas não se tornam vítimas da própria emoção. Porque sensibilidade demais esgota a gente.
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Tem horas em que o filtro não filtra coisa nenhuma: permite que a gente seja atingido profundamente por coisas que mereceriam menos entrega. Cultivamos mágoas por coisas que nos aconteceram 15 anos atrás, remoemos culpas que já foram mais que perdoadas e esquecidas, temos nosso sistema nervoso totalmente abalado porque alguém compreendeu mal nossas palavras, sofremos por questões insolúveis, sofremos, sofremos, e sofrer dá uma senhora consistência à nossa vida, mas como cansa.
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Às vezes me farto dos ideais que persigo e que, por serem ideais, nunca se concretizarão plenamente. A vida é defeituosa, imprevisível, nada é exatamente como a gente gostaria que fosse - e sensibilidade é algo que faz a gente aceitar isso e ser feliz do mesmo jeito. Já sensibilidade demais dá nos nervos e fatiga à toa. Uma certa frieza nos faz andar mais rápido, não nos retém.
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Como se mede, se pesa, se percebe a sensibilidade suficiente e a sensibilidade excessiva? No quanto ela joga a nosso favor ou contra. Sensibilidade suficiente refina você, lhe dá um foco na vida. Já a sensibilidade excessiva faz de você protagonista de um dramalhão mexicano. Temos escolha? Não se escolhe, é o que se é. Os que são sensíveis na medida aproveitam a vida sem duras cobranças internas. Já a turma dos excessivos pega canetas, câmeras, pincéis, sapatilhas, instrumentos, e transforma o excesso em arte. Ou faz besteiras. Cada um encontra onde colocar sua sensibilidade, uns com leveza, outros com fartão de si mesmos. Os únicos que seguem não entendendo nada são os insensíveis. "
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

.três coisas importantes


primeira
um agradecimento:
Gui, amei o selo pro meu blog!! obrigada pelas visitas constantes, e pelas palavras amigas. tu és uma guria muito especial!

segunda
queria passar o selo pra mais alguém, e encontrei só uma pessoa pra fazer isso: a
Maíra. embora ela tenha deixado o blog um pouco de lado, talvez por falta de tempo, adoro as coisas que escreve. que fique como uma forma de estímulo, porque os textos dela sempre me caem como uma luva.

terceira
deixo aqui o link pra um dos meus blogs preferidos... essas meninas escrevem muitoooo bem! e andei relendo algumas coisas, adoro
esse post aqui.

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that's all folks!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

.uma frase e nada mais

"O destino conduz os que querem ser conduzidos e arrasta os que não querem.
Eu tenho andado mais ou menos de arrasto.
Nem sempre quero ir para onde o destino me leva."
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[erico verissimo - só porque hoje passei lá no centro cultural, que tem o nome dele, e amei o lugar! pena a biblioteca estar em reforma, mas quero voltar em breve...]
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

.um conto vazio

[anna carolina paegle]



"Pensava a mil por hora e por isso andava sempre cansada...
Achava ter a vida uma beleza exaustiva e alinhar os pensamentos dava-lhe muito trabalho.
Costumava costurá-los como uma colcha de retalhos, mas não suportava cobrir-se com ela.
Foi quando, em um dia estranhamente verde, um gato entrou por sua janela, e, ao puxar um fio, desfez toda a colcha que estava sobre a cômoda, emaranhou-se em linhas e desapareceu no horizonte.
E ela então, obtendo alguns instantes de pausa ao perder os pensamentos, encontrou-se em sua essência e sorriu sinceramente."

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[e me vou hoje... porto alegre sempre me faz bem... =]

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

.às vezes tenho problemas com minha teimosia***

***ãhn, digo... convicção!
mas tudo passível de mudanças.
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[contando os dias, e sem mais por agora... melhor voltar ao meu capítulo de proteínas - andava com saudade de bioquímica...]

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

.breve e verdadeiro



Para ser grande, sê inteiro

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."




[ricardo reis, por fernando pessoa]
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poema que todo mundo conhece, mas que muito me agrada. achei que tinha que colocá-lo aqui hoje.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

.dilema

esses dias li uma coisa, acabei copiando e guardando... porque já me questionei muito sobre isso.
e dizia assim:


"Fazer o que se gosta ou gostar do que se faz?
Pode parecer o mesmo, mas é bem diferente. Já santo Agostinho dizia que o segredo de uma vida feliz estava em gostar - e aprender a gostar - de fazer aquilo que se tem que fazer e que é a nossa missão. Quem só faz aquilo de que gosta, limita-se a seguir os seus apetites e fica criança mimada. Nem é feliz, nem se pode contar com ele."


eu sempre preferi fazer o que gosto. mas quantas e quantas vezes eu fiz coisas que não gostava, ou julgava não gostar, e depois percebi que eu estava errada? inúmeras.
no fim, acho que o importante é fazer as coisas com o coração. fazer verdadeiramente, porque o retorno sempre vai ser verdadeiro também.
manter a mente aberta ao diferente e não se limitar aos próprios caprichos...
[porque é tanta "criança mimada" que se vê por aí...]

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e sempre tem os folgados/espertinhos =P