segunda-feira, 15 de março de 2010

.para libertar-se

"(...) Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque, sinceramente, sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre."


[trecho de um poema de clarice lispector]


[a parte do "não espero acertar sempre" ainda está em fase de aprendizagem. minha auto-cobrança continua muito grande...]

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.faz parte do saudosismo:

sexta-feira, 12 de março de 2010

.diversas

.dia raro hoje: estou com um pouco mais de tempo pra escrever. as semanas andam cada vez mais corridas - e isso é algo que só tende a piorar, fato. mas, por outro lado, é extremamente compensador: o que me cansa não é trabalhar, ou ter que me virar em mil para cada dia estar em um canto da cidade. o que me cansa são coisas que vão bem além disso...
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.tenho reparado que meus posts curtos tem muitos comentários, ao contrário dos longos. teriam as pessoas preguiça de ler? ou falta de tempo? não sei, mas fico feliz em ver cada dia mais malucos seguindo meu blog [obrigada]. e olha que isso aqui não é novela.
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.por falar em ler: post excelente hoje no blog do
carpinejar. quem tiver tempo e não tiver preguiça, passe lá.
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.para quem gosta de estatísticas, e também aos curiosos: www.breathingearth.net. [site muito legal, mostra como o mundo 'respira'].
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.e, como não poderia deixar de ser:


[porque certas coisas não vem tão fácil na vida da gente... aliás, se fosse assim, perderia a graça.]

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terça-feira, 9 de março de 2010

.[d]as mulheres

.talvez eu devesse ter postado isso ontem, mas não deu tempo. o dia foi cheio demais.
[se bem que eu acho que ele cabe bem em qualquer dia. é uma crônica da martha medeiros - pela milésima vez no meu blog, retirada da zero hora de domingo...]


.Sisters

Sempre que chega o Dia Internacional da Mulher, procuro fugir do discurso de vitimização que a data invoca. Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégio nosso: injustiça e violência são para todos. Temos, ainda, o grande desafio de conciliar as atividades domésticas com a realização profissional, e precisamos, naturalmente, da parceria do Estado e da parceria dos parceiros: ser feliz é um trabalho de equipe. Mas não vou utilizar o 8 de Março para colocar mais água no chororô habitual. Prefiro aproveitar a data, este ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras.

Assistindo em DVD ao delicado filme Caramelo, produção franco-libanesa do ano passado, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas as amigas ficam. Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelo nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura ("sou mais macho que muito homem") e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.

No filme, elas são cinco: a amante de um homem casado, a que tem pavor de envelhecer e por conta disso se submete a situações humilhantes, a garota muçulmana com casamento marcado que precisa esconder do noivo que não é mais virgem, a enrustida que se sente atraída por outras mulheres, e a senhora que desistiu de investir no amor para cuidar da irmã mais velha, que é mentalmente perturbada. Todas diferentes entre si e todas iguais a nós: mulheres conflituadas, mas que podem contar umas com as outras em qualquer circunstância.

Recentemente recebi por e-mail um texto anônimo, em inglês, que falava justamente sobre isso: precisamos de mulheres a nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja barateira ou de uma receita para esquecer da dieta. Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.

Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam. Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso. Em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.


[do caderno donna, de 07 de março de 2010]

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quarta-feira, 3 de março de 2010

.sentindo...


...como se fosse uma flor entre as rochas. [vivendo ou sobrevivendo?]



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"Mas eu tinha que ficar contente.
E quando você quer, você fica.
Comecei a ficar."

[caio fernando abreu]

segunda-feira, 1 de março de 2010

.pequena [boa] notícia

[tanta coisa ruim acontecendo nesse mundo... sinto falta de notícias assim...]



.como diria rita apoena:

"Não é que o mundo seja só ruim e triste. É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem."


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.ps: ganhei selinhos da flavih, em breve eu posto aqui [hoje não vai dar tempo]. mas, desde já, obrigada. [quem não gosta de ser lembrado, não é mesmo?]

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

.das palavras ditas [e não ditas]


[aí está uma coisa que me incomoda: há ocasiões em que, se não tem plena convicção do que vai dizer, é melhor calar. as palavras tem muito poder...]


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.não consegui parar de ouvir muse a semana inteira:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

.aos pedaços

[e são esses pedacinhos, unidos meio tortos, meio mal colados, meio às avessas - por vezes - que fazem a gente ser o que é: um inteiro, retalhado.]



.créditos da imagem: frases ilustradas

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.pra ouvir hoje: muse [amo!]. isso vicia...