quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

.¡hasta luego!



ficarei uns dias ausente daqui.
arejar a cabeça, descansar um pouco...
sentirei saudades de todo mundo que me visita, deixa recados... fiz amizades muito especiais por aqui!
obrigada, pessoinhas, por tudo.
=)

um ano-novo cheio de felicidades a todos!
[e renovação é a palavra...]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

.então chegamos ao fim


quando criança, eu adorava essa época de festas. natal e ano-novo pra mim eram as datas mais legais do ano - depois do meu aniversário, lógico.

quando adolescente, eu tinha o hábito de mandar cartões para minhas amigas, via correio. mesmo nos vendo todo santo dia no colégio, e durante as férias nos ligando como loucas, nunca faltavam os cartões. hábito esse que também foi se perdendo com o tempo... e nós fomos nos afastando, a vida levando uma para cada lado...

agora sei lá. já vivi tantos fins-de-ano, e a cada vez mais parece que as coisas tendem a ficar superficiais e sem sentido.

tudo muito repetitivo.


pois bem... ontem, no meio de uma marchada em família - bem divertida, por sinal - dei uma lida na crônica da martha medeiros, no caderno donna zh. e ela aborda o tema do natal de uma forma muito interessante, baseada num livro do drummond que leu recentemente... e finaliza o texto com sugestões de frases "necessárias e bem mais brilhantes do que qualquer uma que eu possa inventar nessa época de tão pouca novidade", diz ela.

então, o trechinho final:


"Se você pudesse mandar um cartão para si mesmo (e pode), o que escreveria nele, que vacina aplicaria a si próprio? Pense em qualquer frase, seja um lugar comum ou incomum, algo profundo ou raso, inventada por você ou pelo acaso.
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"Troque a tristeza pelo alívio"
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"Não queira nada dos outros que já não seja seu"
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"Pare de lutar tanto pela manutenção do tédio"
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"Viver é existir sem medo"
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"Espante-se consigo próprio"
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"Melhor ter uma vida imperfeita que imitar a vida perfeita dos outros"
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O que mais? Pesquise, vá atrás do que você andou sublinhando por aí, lembre de algo que lhe comoveu ou que lhe fez rir muito, procure nos livros de poesia, de filosofia - ou nos livros de sacanagem, por que não?
Nesse Natal, mande um cartão endereçado a você mesmo. Em poucas palavras, coloque ali a vacina que vai salvá-lo em 2009.
[...]
Feliz reencontro com o que você deseja."
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

.do fundo do espelho

"Fruto de enganos ou de amor,
nasço de minha própria contradição.
O contorno da boca,
a forma da mão, o jeito de andar
(sonhos e temores incluídos)
virão desses que me formaram.
Mas o que eu traçar no espelho
há de se armar também
segundo o meu desejo.
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Terei meu par de asas
cujo vôo se levanta desses
que me dão a sombra onde eu cresço
- como, debaixo da árvore,
um caule
e sua flor."
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[lya luft - retirado do "perdas e ganhos" >> relendo pela milésima vez.]
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esse poema abre o capítulo 2 e, um poquinho mais adiante, tem um trechinho que me fez parar pra pensar: como a gente cresce e muda, vira um personagem. se não nos vigiamos, muitas vezes acabamos sendo outro... sabe aquela coisa de perder a identidade? sem nem perceber?
às vezes vejo gente mudando por causa de namoro... em outras, as pessoas mudam pra agradar alguém, pra 'comprar' uma amizade... enfim.
daí vem a vida, te dá um tapa na cara e te faz acordar.
acontece, gente... acontece.
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"Muito escutei na infância: "Criança não pensa."
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Criança pensa. Mas faz também algo mais importante, que amadurecendo desaprendemos: ela é. Contemplando uma mancha na parede, um inseto no capim ou a revelação de uma rosa, ela não está apenas olhando. Está sendo tudo isso em que se concentra. Ela é o besouro, a figura na parede, ela é a flor, o vento e o silêncio.
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Da mesma forma ela é a frieza ou a angústia dos adultos, sua superficialidade e frieza ou seu amor verdadeiro.
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E precisa que às vezes a deixem quieta, sem exigir que a toda hora se mexa, corra, fale, brinque, como se contemplação fosse doença."
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

.direta



[apesar de não ser mimada, me identifico de alguma forma...]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

.em casa, finalmente

aos que vinham acompanhando: o joaquim veio hoje pra casa!
super bem, eu nem esperava uma recuperação tão boa...
já está correndo pelo pátio [e levando uns tombos também], e comendo como nunca - os animais costumam ser parecidos com seus donos =D.
o veterinário chegou dizendo: "meio quilo de carne em cada refeição, tá? nem dá ração, só carne..."

[genteeee... meio quilo! e ele é pequeninho...]

daí que ontem eu fui no mercado comprar carne, já sabendo que ia precisar muita.
visualizem: EU, euzinha, pedindo carne no açougue! [a quem não sabe: faz 7 anos que carne vermelha saiu do meu cardápio... e eu tenho nojo de ver. acho que é essa a palavra...]
mas por ele faço o que precisar.
até ia cozinhar aquilo tudo pra ele hoje de manhã, mas minha mãe se adiantou. querida, ela! acho que quis me poupar disso...
aiaiai.

mas enfim...
=)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

.livro empoeirado mode on

então... essa semana está bem mais tranqüila que a semana passada com relação a estudos "y otras cositas más". e já não tenho nenhum livro diferente pra ler aqui em casa... e quando me bate o tédio eu releio o que vejo pela frente.
daí que fui ver na minha estante o que ainda tenho por lá e peguei um livro da lya luft que li no início do ano, ao que me recordo...
[e descobri também que preciso tirar o pó dos meus queridos livros... minha rinite alérgica que me disseram que é coisa de pobre o_O agradece...]
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o livro é "pensar é transgredir", e tem vários capítulos interessantes, todos curtinhos...
escolhi o 7, cujo título é "relacionamento perfeito" [um tema que pode parecer um pouco piegas, mas do jeito que ela colocou ficou muito legal...].
a quem interessar possa, transcrevo ele aqui:
[é extenso, mas vale a pena...]

"O assunto pode ser dramático ou engraçado, tão humano e tão difícil de entender.
A mim, sempre buscando explicações e significados porque tão pouco entendo, me ocorre falar ou escrever exatamente sobre aquilo que menos sei. Trabalho interminável, espécie de suplício de Sísifo: o pobre todo dia empurrando montanha acima uma grande pedra que voltava a rolar pela encosta, a fim de que o torturado recomeçasse mais uma vez.

Querer alcançar o significado das coisas, da vida, das gentes, de seus relacionamentos e desencontros, é um pouco assim.

Seguidamente me indagam - ou tento imaginar - o que seria um relacionamento perfeito. Eu ia escrever "casamento", mas preferi a outra palavra, porque ela não tem nada a ver com cartório e burocracia, opressão ou coerção social e familiar: tem a ver com querer se ligar a alguém, e querer continuar ligado.

Cada dia, ao acordar, fazer de novo a escolha: eu quero mesmo é você comigo.

Mas "perfeito" é uma palavra tola: perfeição, só no céu de todas as utopias. Aqui, nesta nossa terra nada utópica, perfeição me pareceria um pouco entediante: como, nada a reclamar, tudo assim direitinho?

Olho pela janela e bocejo: muito sem graça, a tal perfeição. O céu com anjos tocando harpa pelo tempo sem tempo me deixava pasmada já na infância. Nada mais? Nem uma brincadeira proibida, um escorregão nas nuvens, uma risada na hora do sagrado silêncio... nem uma transgressãozinha na ordem celestial?

Minha alma indisciplinada não encontraria alimento nem estímulo, e ia-se desfazer em fiapo de nuvem embaixo de algum armário onde se guardassem os relâmpagos e os trovões, e todas as duras sentenças.

Então, relacionamento perfeito nem pensar.

Mas uma ligação de cumplicidade e ternura, de sensualidade e mistério, ah, essa eu acho que pode existir. Como todos os contratos (não falo dos de papel mas de corpo, coração e mente), esse precisa ser renovado de vez em quando: a gente tira o contrato da gaveta da alma, e discute. Briga talvez, chora, reclama, mas ainda ama, ainda deseja. Ainda quer o abraço, o passo no corredor, o corpo na cama, o olhar atento por cima da xícara de café... quer até a desorganização e a ruptura, para depois de novo o que é bom se reconstruir.

Que seja vital: isso me parece uma boa parceria. Que seja dinâmica, seja lá o que isso significa em cada caso. Pelo menos, não acomodada; mas muito aconchegante.

Que seja sensual e amiga, essa ligação: se não gosto do outro como ser humano, com seus defeitos, sua generosidade e egoísmo, força e fragilidade, se não o quereria como amigo... como então, mesmo com tempero do desejo, posso me relacionar com ele para uma vida a dois?

O tema é quase infinito: pois cada caso é um caso, assim como cada casal é um casal, e cada fase da vida do indivíduo ou dos dois é diferente.

O bom é quando essa constante transformação se faz para maior cumplicidade, e não mais distanciamento.

Que um relacionamento não seja prisão; que não seja enfermaria nem muleta; mas que seja vida, crescimento (turbulências eventuais incluídas).

Que seja libertação e ajuda mútua; não fiscalização e condenação, a sentença pronunciada numa frase gélida ou num olhar acusador, ar de reprovação ou lamúria explícita.

Que seja cumplicidade, porque a vida já é difícil sem afetos. O som dos passos no corredor pode ser um conforto inacreditável, o corpo ao lado na cama uma âncora para a alma aflita. O entendimento recíproco é um oásis no isolamento desta nossa vida pressionada por tempo, dinheiro, regras, mil solicitações de família, trabalho, grupo social, realidade do mundo.

Que seja presença e companhia, o relacionamento bom: pois a solidão é um campo demasiado vasto para ser atravessado a sós."

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

.a pedidos...

fico feliz de ver as pessoas - conhecendo-as, ou não - perguntando do joaquim! =)
[nos comentários do post ali de baixo...]

pois é... como disse, ele foi operado, tiraram um tumor bem grande da boca dele, que foi para análise... daqui uns dias vou saber que tipo de tumor era, e se ele vai precisar de quimioterapia, ou não...
o fato é que ele está se recuperando... graças a deus. vou todo dia lá visitar ele, passar umas energias boas... estou fazendo tudo que me é possível.
ele perdeu bastante peso, passou vários dias sendo alimentado por sonda [que foi retirada ontem]...
agora, é alimentar bem ele, medicar direitinho e torcer que fique o melhor possível.


queridos, obrigada pela preocupação e o apoio de vocês.
=)