quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

.assim não pode



.to com o blog entregue às traças!!! não consigo mais parar pra atualizar isso aqui!

andei lendo uma reportagem bem interessante e polêmica sobre relacionamentos "modernos" no caderno donna, da zero hora de domingo passado, e queria postar uns trechos aqui para ver a opinião de vocês, visitantes/seguidores... mas acho que só em fevereiro conseguirei! hahah
de momento, fica esse meu post "naftalina", na tentativa de não deixar o mofo tomar conta.

eu volto, eu volto!

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"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim."

[caio f.]

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

.confissão

.pra começar o ano aqui no blog** com as leves palavras dela...

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[rita apoena] "não tenho cadernos
tudo o que eu escrevo
escrevo nas paredes do meu quarto
se é para estar presa:
que seja entre quatro poemas." [/rita apoena]

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**aliás, três anos de blog já!!! o.O

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

.em final de ano...


.não curto [facebook, oi?] muito esse negócio de festas de fim de ano. quando criança, tudo era mais divertido. agora sei lá... é a época do vazio. é a época de pensar e repensar. é a época de agradecer por tudo, inclusive e principalmente pelas coisas ruins que nos aconteceram, e nos fizeram pessoas melhores e mais fortes. aproveitando, devo aqui agradecimentos a algumas pessoas:

- agradeço pela tua compreensão e peço desculpas por meus braços não poderem te envolver como querias, mas tudo foi claro e sincero e no fim todos ficamos bem; agradeço pelo jardim que invadiu minha casa e, mesmo não parecendo, fez meus dias mais felizes; agradeço pela flor que não vai morrer; agradeço pelos teus tropeços, pois pude perceber o quanto o caminho estava errado; agradeço pela fé emprestada; agradeço pela nova amizade que recebi; agradeço por teres feito meu inverno menos frio; agradeço os cafunés e chocolates quentes; agradeço pelo calor da lareira e do teu corpo; agradeço as boas conversas, risadas, dias e noites especiais; agradeço pelas lágrimas, que me tornaram mais forte do que eu podia imaginar; e, finalmente, agradeço por todos que me fizeram crescer mais ainda esse ano, de uma forma ou outra, em cada pequeno gesto.

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.final de ano sempre mexe com as pessoas, de algum jeito. na verdade, acho que ele não deveria ser tão especial, mas parece que se precisa de data marcada para relembrar compromissos e pensar na vida. então, já que uma maioria fica diferente nessa época, sugiro que se aprenda a ser mais gentil; que se faça mais o bem, não importa se a uma pessoa ou a um animal; que se abrace mais; que se peça mais desculpas; que se passe mais tempo próximo aos que ama; que se lembre daqueles que passaram por sua vida e foram importantes, mas ficaram meio esquecidos... para começar o próximo ano com mais leveza.

.e é isso que desejo a todos: mais amor no coração. a vida fica leve e bem mais fácil, principalmente nos momentos de dificuldade.

.não sei se ainda volto ao blog neste ano, pois só escrevo quando realmente tenho vontade [quem me conhece sabe disso]. mas deixo aqui o recado, e espero que lhes seja útil de alguma forma. todos temos algo a ensinar para os outros, e muito mais a aprender com eles.
=)


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.aos que gostam dos anos 80, assim como eu:


"who is gonna come and turn the tide?
what's it gonna take to make a dream survive?

who's got the touch to calm the storm inside?

who's gonna save you?"

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domingo, 5 de dezembro de 2010

.para estes tempos...

.recebi esse texto de uma amiga e achei tão conveniente que compartilho ele com vocês hoje...
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"Faça várias cirurgias plásticas:

Uma para corrigir o nariz empinado pelo orgulho e pela soberba.

Outra na correção da língua venenosa e ardilosa. E nos lábios que demarcam sua tristeza interior.
Drenagem linfática para retirar o orgulho, a inveja e a ingratidão.
Diversos peelings profundos na culpa e no remorso.
Faça uma dermoesfoliação nas cicatrizes deixadas pela falta de perdão e pelo ódio assim como no rancor envelhecido.
Uma máscara facial para retirar as expressões de mágoas e ressentimentos, igualmente nas asperezas da insensibilidade no trato com as pessoas.

Depois complete com uma hidratação de sorriso e alegria.
Hidrate suas mãos todos os dias com a prática da solidariedade.

Coloque lentes coloridas da paciência iluminando o seu olhar... Realize um implante de entusiasmo e atitude positiva.
Realce o cabelo com luzes da consciência tranqüila e da paz de espírito.
Finalize com uma hidromassagem usando sais da generosidade e pétalas da tolerância que é bom para o coração e a alma.

Observação: esses ingredientes não são encontrados nas melhores lojas do ramo.
Estão dentro de você."

[desconheço a autoria.]
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[tirinha por liniers.]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

.impressões


.a festa**

"Estava suave o sol, o ar limpo e o céu sem nuvens. Afundado na areia, um caldeirão de barro fumegava.
No caminho entre o mar e a boca, os camarões passavam pelas mãos de Zé Fernando, mestre de cerimônias, que os banhava em água-benta de sal e cebolas e alho.
Havia bom vinho. Sentados em roda, amigos compartilhávamos o vinho e os camarões e o mar que se abria, livre e luminoso, aos nossos pés.
Enquanto acontecia, essa alegria estava já sendo recordada pela memória e sonhada pelo sonho. Ela não terminaria nunca, e nós tampouco, porque somos todos mortais até o primeiro beijo e o segundo copo, e qualquer um sabe disso, por menos que se saiba."

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.as impressões digitais**

"Eu nasci e cresci debaixo das estrelas do Cruzeiro do Sul.
Aonde quer que eu vá, elas me perseguem. Debaixo do Cruzeiro do Sul, cruz de fulgores, vou vivendo as estações de meu destino.
Não tenho nenhum deus. Se tivesse, pediria a ele que não me deixe chegar à morte: ainda não. Falta muito o que andar. Existem luas para as quais ainda não lati e sóis nos quais ainda não me incendiei. Ainda não mergulhei em todos os mares deste mundo, que dizem que são sete, nem em todos os rios do Paraíso, que dizem que são quatro.
Em Montevidéu, existe um menino que explica:
- Eu não quero morrer nunca, porque quero brincar sempre."

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[hora de parar com essa coisa de "nada importa", "tudo bem ser assim"... porque as coisas importam sim. tudo e cada instante. senão os valores se perdem...]

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**textos de eduardo galeano, mais uma vez.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

.a pálida

[uma bela descrição daqueles dias que não conseguimos descrever - e é isso mesmo, aparentemente sem sentido.]


"No café da manhã, minhas certezas servem-se de dúvidas. E tem dias em que me sinto estrangeiro em Montevidéu e em qualquer outra parte. Nesses dias, dias sem sol, noites sem lua, nenhum lugar é o meu lugar e não consigo me reconhecer em nada, em ninguém. As palavras não se parecem àquilo que dão nome, e não se parecem nem mesmo ao seu próprio som. Então não estou onde estou. Deixo meu corpo e saio, para longe, para lugar nenhum, e não quero estar com ninguém, nem mesmo comigo, e não tenho, nem quero ter, nome algum: então perco a vontade de me chamar ou de ser chamado."

[eduardo galeano.]

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sábado, 16 de outubro de 2010

.o mundo


"Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.

- O mundo é isso - revelou. - Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.

Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueirinhas iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo."

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[eduardo galeano, "o livro dos abraços" - é por aqui que me perco nestes dias.]