segunda-feira, 20 de outubro de 2008

.pássaro

[da cecilia, novamente...]



Aquilo que ontem cantava
já não canta.
Morreu de uma flor na boca:
não do espinho na garganta.

Ele amava a água sem sede,
e, em verdade,
tendo asas, fitava o tempo,
livre de necessidade.

Não foi desejo ou imprudência:
não foi nada.
E o dia toca em silêncio
a desventura causada.

Se acaso isso é desventura:
ir-se a vida
sobre uma rosa tão bela,
por uma tênue ferida.

3 comentários:

Josh Ágora disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Josh Ágora disse...

Precisa, Cecília é assim, poeta da musicalidade diária. Uma musicalidade que me enche o coração, abre-me pro belo da vida. Para um mundo tão pouco divulgado, tão pouco "sensassionalizado".

Mas genuíno e doce.

"I'm like a bird"

Grande Abraço...

Josh.

.duas doses de desdém - Gui disse...

Ah!! tãO lindo!!

xD

2 beijos, Aninhaaa